Vermifugação de cães e gatos
Ao longo da vida animal, a vermifugação deve ser feita mesmo na fase adulta e não apenas quando são filhotes

Vermifugação de cães e gatos

Ao longo da vida animal, a vermifugação deve ser feita mesmo na fase adulta e não apenas quando são filhotes, pois vários parasitas acometem cães e gatos. O Fareja Pet conversou com a médica veterinária Natália Ruf que explicou a importância desse simples ato.

Qual a importância dos vermífugos para cães e gatos?

O contato cada vez mais próximo do homem com os cães e gatos como companhia no dia a dia, vem aumentando, e com isso aumentam-se também as chances de transmissão de infecções parasitárias com alto potencial zoonótico, a exemplo dos nematódeos Toxocara canis e Ancylostoma braziliense, causadores de Larva migrans. Por isso, vermifugar corretamente o seu animal de estimação, previne a transmissão de infecções de origem parasitária para o ser humano, bem como, para cães e gatos, assegurando-lhes bem estar e saúde animal.

Quando administrar?

O proprietário do animalzinho deve procurar orientação com o médico veterinário, para que este possa criar um protocolo a ser seguido em todas as etapas de vida do animal. Antes da administração do vermífugo, é importante realizar o parasitológico de fezes, para que o remédio a ser prescrito seja mais eficaz. Em ambas as espécies, quando filhotes, devem receber a primeira dose entre o 15 dias e 30 de vida, e daí em diante vai se repetindo uma vez por mês (a cada 30 dias), até completarem 6 meses de vida. Após os 6 meses, continuamos com a manutenção, onde receberá o vermífugo a cada 4 meses ou 6 meses, sendo sempre feito o reforço com 15 dias. É importante verificar o peso correto do seu animal, para que receba a dose adequada e assim fique protegido das infecções.

Existem vermífugos específicos para cães e vermífugos específicos para gatos? Como escolher o melhor?

Existe atualmente, uma série de vermífugos tanto para cães quanto para gatos, e também vermífugos que ambos possam fazer uso. A grande maioria atua sobre os principais parasitas intestinais, mas ainda não existe um que tenha ação sobre todos os vermes. Por isso é tão importante à visita ao médico veterinário com certa periodicidade, para que possa orientar o melhor vermífugo para a atual condição clínica do animal.

Como saber que o meu animal está com vermes?

Quando seguimos o protocolo de vermifugação preconizado pelo médico veterinário, dificilmente o pet terá vermes. Alguns sinais clínicos podem ser indicativos de verminose, como apatia, diarreia (sangue nas fezes, normalmente pastosas e fétidas e em certas ocasiões, presença de vermes no bolo fecal), vômito, pelagem fraca e quebradiça, aumento de volume do abdômen (barrigão), apetite reduzido e consequentemente perde de peso. O ideal então, é que o proprietário leve o seu amiguinho ao médico veterinário o mais rápido possível, para que a situação possa ser revertida e o mesmo retorne à sua qualidade de vida habitual, sendo realizado exames complementares, a exemplo do hemograma e parasitológico de fezes.

Como é o tratamento para vermes?

O tratamento das verminoses intestinais é realizado através da administração de “vermífugos”. As verminoses intestinais incluem a ascaridíase, a ancilostomose, e os cestoides. A ascarídíase deve-se então a vermes nematódeos intestinais, sendo o principal agente etiológico o toxocara catis e toxocara canis, sendo este último o causador da larva migrans visceral no homem. Nos cães e gatos o quadro clínico apresenta anorexia, convulsões, cólicas, enfraquecimento, irritação, lesões hepáticas e focos penumônicos. A ancilostomose, deve-se a vermes nematódeos hematófagos intestinais, sendo o principal agente etiológio ancylostoma caninum e ancylostoma braziliense em cães e ancylostoma tubaeforme em gatos,  levando a uma severa anemia, diarréia com fezes escuras, fraqueza e pelagem sem brilho. Já o ancylostoma por ser considerada uma zoonose (doença naturalmente transmitida  entre vertebrados e o homem), pode ocasionar o larva migrans cutânea, conhecida popularmente como “bicho geográfico” ou dermatite serpiginosa. Os cestódeos (tênias e solitárias), causada pelo agente etiológico dipylidium caninum pode passar de forma assintomática nos cães e gatos, podendo ocasionar também irritação da mucosa intestinal como enterite, assim como prurido (coceira) anal.

Levando em consideração então, que grande parte das parasitoses intestinais em cães e gatos, podem ser transmitidas ao homem, tem-se na vermifugação dos animais de companhia, uma significativa importância não só na saúde dos animais, mas também na saúde pública. Por isso, sempre leve seu pet à consultas periódicas, para uma melhor qualidade de vida de todos.

Superdosagem. Como proceder nestes casos?

Nunca dê vermífugos para o seu animal de estimação sem que haja uma recomendação do médico veterinário. Para que a dose correta seja administrada e seu animal fique protegido das doenças parasitárias intestinais, sempre levo-o a clínica veterinária para que possa ser pesado e aí sim, feito a vermifugação. Isso não é apenas para os vermífugos, mas também para quaisquer medicamento veterinário. Não utilize-o sem que haja orientação do profissional especializado.

Para finalizar, lembrar sempre de recolher as fezes do seu pet coletando-as com pá e luvas adequadas, bem como limpeza periódica dos locais frequentados pelos animais com produtos indicados para os cães e gatos no mercado, controle de ectoparasitos (pulgas e piolhos), que possam atuar como hospedeiro intermediário de helmintos, vermifugação adequada, e consultas periódicas ao médico veterinário, afinal o seu animal é posse responsável sua e faz parte da família.

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