Mulher no PI mantém animais exóticos e plantas carnívoras dentro de casa

Os proprietários de animais de estimação geralmente apegam-se a pets mais comuns como cachorros, gatos, peixes e aves, mas uma ambientalista do Piauí chamou a atenção por manter animais exóticos e plantas carnívoras dentro de casa. O portal G1 publicou uma reportagem especial com Jaqueline Lustosa, mais conhecida como “Jak das Cobras”, que mantém em sua casa quatro cães, um casal de periquitos australianos, cerca de 50 ratos, cágados e uma jandaia. Das quatro cobras pequenas que mantinha, só lhe restou uma cobra do milho, revelou Jaqueline à reportagem do G1. “Uma era píton real e três cobras do milho, mas a píton morreu e das cobras do milho só me resta uma com pouco mais de 50 cm porque as outras fugiram. Uma tinha 1,20 m e a outra cerca de 70 cm”, disse.

O trabalho realizado pela ambientalista vai muito além de uma simples admiração pelos animais, Jak das Cobras captura bichos silvestres e os reinsere na natureza. Para desenvolver estes cuidados para com os bichos, Jaqueline revelou à reportagem do portal que fez vários cursos, dentre eles o de como manejar cobras e outro sobre leis ambientais.

Segundo recomendações do Ibama, quem quer ter um animal silvestre em casa deve se responsabilizar por tratá-lo de forma correta, oferecendo alimentação adequada, água de boa qualidade, cuidados veterinários e sanitários, abrigo e respeito à individualidade e às características da espécie. O abandono de animais, alerta o órgão, causa prejuízos à agricultura e à saúde pública, com grande ônus ao Estado. Caso você tenha um animal silvestre, não o solte simplesmente. Entre em contato com o órgão ambiental local.

É crime manter animais silvestres em cativeiro se a origem dos bichos não estiver devidamente documentada mediante nota fiscal emitida pelo comerciante ou pelo criadouro que tem autorização do Ibama para reproduzi-los em cativeiro. Na nota fiscal deve constar o nome científico e popular do animal, o tipo e o número de identificação individual. Quem não cumpre a lei está sujeito a pena de detenção de seis meses a um ano e multa. A Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) determina ainda que a pena é aumentada de metade se o crime é praticado contra espécie rara ou considerada ameaçada de extinção, entre outras hipóteses.

 

Fonte: http://glo.bo/RvaneU

 

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