Desafios e oportunidades para quem quer faturar no mercado Pet

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Com uma população de 21,5 milhões de cães e gatos domiciliados, o mercado pet brasileiro cresce, em média, 8% por ano desde 2011, ultrapassando importantes setores do varejo brasileiro. Segundo o Estudo Pet Brasil, realizado pela consultoria GS&MD (Gouvêa de Souza) em parceria com a Comac (Comissão de Animais de Companhia do SINDAN), o segmento movimenta anualmente mais de R$10 bilhões, tendo nos estabelecimentos com serviços veterinários uma grande oportunidade de negócio. Trata-se de um mercado de baixíssima concentração. Os grandes players representam apenas 7%, enquanto 93% ficam diluídos entre pequenos empresários. Pet shops que possuem um profissional da saúde, hospitais e clínicas veterinárias são responsáveis por 47,3% do faturamento do setor.

Com tantos números positivos, é natural que investidores apostem suas fichas neste segmento, muitas vezes sem saber detalhes sobre o ramo que estão investindo. Eis o primeiro erro. Segundo André Prazeres, especialista em varejo da Comac, estudar o mercado a fundo o é essencial para a consolidação do negócio. “É imprescindível que o proprietário conheça as praças em que pretende abrir e sua dinâmica do consumo”. Ainda de acordo com o profissional, que há mais de uma década atua no setor, quem deseja investir precisa oferecer diferenciais de serviço, preços bem praticados, cuidado com o cliente e seu pet, boa gestão e, principalmente, profissionalização.

O mercado é bastante promissor. Devido à ascensão das classes, a demanda, até então retraída, passou a consumir. A exigência daqueles que já utilizam os serviços e que agora buscam diferenciais bastante específicos também contribui para que o cenário seja positivo. A pesquisa Árvore de Valor do Negócio Pet, encomendada pela Comac (Comissão de Animais de Companhia do SINDAN) revela o que os varejistas precisam adequar para rentabilizarem ao máximo seus negócios. “Quem decide onde levar o animal é o tutor, por isso o proprietário de clínica e pet shop precisa entender as duas necessidades, tanto do animal quanto do seu dono”, afirma Prazeres.

Entre os pontos sugeridos, fica estabelecido que mais importante do que preço são os cuidados com a comunicação, instalações e diagnósticos precisos. Ou seja, as facilidades oferecidas ao cliente, flexibilidade nos horários de atendimento, boa localização, higiene, funcionários que auxiliam no atendimento, condução e contenção do animal, uma sala de espera confortável, salas de atendimento amplas e organizadas e tempo de espera pequeno. Estar atento ao atendimento por meio das diversas plataformas de comunicação, promoções, programas de fidelidade, lembrar os clientes da próxima consulta, entre outros benefícios também foram ressaltados pelo estudo. Além é claro das técnicas e competências relacionadas à saúde do animal.

Há muito a se fazer no Brasil em termos de inovação. A retenção dos clientes nos varejos pode ser cada vez maior, desde que haja atenção ao layout da loja, por exemplo. “Se a ração é o que mais se vende, não posso deixa-la na porta do meu estabelecimento. É necessário criar uma disposição de produtos de maneira que o consumidor circule pelo ambiente”, diz Prazeres. Outro exemplo é o dos espaços aconchegantes e informativos voltados aos donos de filhotes. Nos EUA e Austrália, as lojas passaram a criar departamentos exclusivos para esse público, prestigiando-os e estimulando-os a consumir.

Para o especialista, a chave do sucesso para o novo empreendedor está na saúde animal, já que os mercados de toys, alimentação e estética estão amadurecidos. “O mercado pet brasileiro com foco em saúde tem dois extremos, o grande varejista e o pequeno. Está faltando o varejista intermediário. Hoje temos os hospitais veterinários que, devido à altíssima qualidade e profissionalização, cobram caro. Empregam mais, investem mais, desenvolvem mais e inovam mais. O outro é o pequeno, que cobra muito barato. Porém, não apresenta bons diagnósticos, não oferece diferencial de serviços e benefícios, tendo dificuldades em se manter”, finaliza.

Fonte: www.comacvet.org.br

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