Cachorros de rua – luta pela sobrevivência nas cidades do interior e vilas das capitais
Cachorros de rua em cidades do interior

Cachorros de rua – luta pela sobrevivência nas cidades do interior e vilas das capitais

Uma pequena cidade do interior do Norte de Minas Gerais, pouco mais de 3.000 habitantes, como várias outras do Brasil. Ambiente semelhante a vilas e periferias das grandes cidades.

No final da tarde as pessoas saem para os bares e lanchonetes para lanchar, tomar uma cerveja, comer um churrasquinho, bater papo com os amigos. Esse também é o horário preferido pelos Cachorros de rua para procurar alimentos, fazer amigos e sonhar em ser adotados por uma família.

A lei do mais forte

Os cães ficam próximos às pessoas e, sempre que percebem que alguém está comendo, se aproximam e ficam observando com olhos fixos no alimento para ver se cai algum naco no chão ou se uma boa alma fica com pena e joga um pedaço para eles. Quando isso acontece, aí sobressaem os mais fortes; eles não deixam os mais fracos se aproximarem e, se tentarem, aqueles são ferozmente agredidos e expulsos.

Coitados dos mais fracos! Só conseguem comer alguma coisa se os maiores e mais fortes estiverem ocupados com o seu jantar ou se distraírem por um instante que seja. Muitos se apresentam feridos, mancos, descabelados e muito magros; de personalidade são muito fortes e nunca desistem. Passado pouco tempo depois de expulsos, sempre voltam à luta pela sobrevivência.E essas cenas se repetem diariamente.

Algumas pessoas de bom coração dão alguma parte do seu tira-gosto ou lanche para os cachorros. Tem gente até que compra um lanche para distribuir entre os cachorros de rua. Outros chutam os animais, xingam e reclamam com o dono do estabelecimento que, muitas vezes, mantém guardado um chicote para usar contra os animais e agradar a estes clientes insatisfeitos com a presença de animais.

Durante a madrugada os Cachorros de rua rasgam os sacos de lixo colocados na rua pela população para coleta pela prefeitura, à procura de comida, mesmo aqueles colocados em latões ou em suportes para lixo externo . Os cães desenvolvem muitas habilidades para encontrar, abrir e até carregar sacos de lixo para comer em algum lugar escondido de outros animais.

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Seleção natural e às vezes cruel

Muitas vezes os maus-tratos vêm acompanhados de requintes de crueldade: Alguém, nunca se sabem quem, dá alimento envenenado para os cães durante a madrugada e muitos amanhecem mortos nas proximidades da cidade. A população de machos é muito maior do que de fêmeas; existe um costume, nas roças e nessas pequenas cidades, de matar filhotes fêmeas após o parto, para evitar o crescimento da população de cães.

Pelas ruas, quando aparece uma fêmea no cio, todos os machos passam a persegui-la incansavelmente, sejam fortes, fracos ou deficientes. Mais uma vez os mais fracos não têm oportunidade.

Devido à essa seleção natural, acredita-se que os Cachorros de rua – na imensa maioriaVira-latas – são mais fortes, resistentes a doenças e mais apegados à família. É comum ouvirmos reportagens sobre Vira-latas que salvam pessoas da sua família de ataques de outros animais e de bandidos.

Muitas pessoas, especialmente crianças, adotam e cuidam de Cachorros de rua

Quando não estão disputando comida ou cachorras no cio, eles se divertem brincando entre si ou sozinhos com objetos como garrafas plásticas.Durante o dia, quando as ruas estão vazias, descansam à sombra das árvores cochilando por horas.

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Algumas pessoas alimentam os animais de rua na porta de casa. Não colocam o animal pra dentro de casa para não assumir total responsabilidade pela sua criação. No horário do almoço e no jantar, colocam vasilhames com água e sobras da refeição para o cachorro. Interessante é que todos os dias, impreterivelmente no mesmo horário, o cachorro vai para a porta da casa e fica aguardando pacientemente a sua refeição. Alguns deles, se o dono da casa demora a aparecer, chegam a bater as patas no portão para chamar a atenção.

Se coloca o cão pra dentro de casa, aconteceu com o casal Josenice e Dermeval e a Madona,  ele entra com extrema felicidade, saltitando alto e balançando o rabo freneticamente. Toda essa alegria é contagiante e fica difícil não adotar o animal. Por isso as pessoas dão o alimento fora de casa para não correr o risco de se apaixonar.

Crianças adoram filhotes. Quando encontram uma ninhada de sobreviventes pegam os filhotes nas mãos, fazem carinho e levam pra casa para tentar convencem os pais a adotar.

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