Ser Mãe ou Dona do seu Cão: Faz alguma diferença para você?

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Donas de cachorro muitas vezes ficam em dúvida se devem se expressar como “donas” ou verdadeiras “mães” dos seus animais. Algumas se sentem mães, mas ficam constrangidas de externar este sentimento a outras pessoas.

Acredito que a grande maioria dos indivíduos tem a consciência que não deve deixar o seu cachorro largado por aí, tratá-lo como escravo, mantê-lo constantemente preso ou deixá-lo passar fome. Ainda bem que tratar mal estes fiéis amigos é mais uma exceção do que uma regra.

Existe um grupo significativo que trata o seu animal como um membro da família, como um verdadeiro “filho”:

  • Eles podem andar e ficar por toda a casa (respeitando alguns cômodos ou móveis – como aquele sofá reservado para as visitas); têm o seu próprio espaço com casinha e cama confortável; roupa lavada; comida e água na hora certa; um armário para guardar comida, brinquedos e roupinhas; visitas periódicas ao veterinário; banho e tosa para se manterem lindos;

    Cachorro dormindo com criança

    Cachorro dormindo com criança

  • Pessoas assim levam, com prazer, o seu cachorro para fazer um passeio diário e nem pensam em sair para dar uma volta na praça sem levar junto o seu amigo;
  • Na hora de conversar com seu cão, estas “mamães” usam o mesmo linguajar que costumam usar com os filhos, referindo-se a ele como “mãezinha”, “meu bebê”, “meu neném”, “filhinho da mamãe”;
  • Cachorro tratado assim dorme dentro de casa e, muitas vezes, no quarto da sua “mamãe”;
  • Se você se encaixa neste grupo, porque não se considerar e se expressar como uma verdadeira “mãe”?

Outro grupo que também ama os seus cães prefere tratá-los com mais restrições. Pessoas deste grupo se comportam como “donos” e amigos:

  • Restringem o acesso do cachorro a vários cômodos da casa, como quartos e sala de visitas;
  • O cachorro dorme em sua casinha fora de casa ou na área de serviços do apartamento;
  • Cuidam da saúde e do bem estar do seu cão com uma boa alimentação e visitas esporádicas ao veterinário – quando percebem algum problema de saúde ou na hora de vacinar;
  • Dividem o passeio diário com outros membros da família – quando moram em apartamento – neste caso o fazem principalmente como uma obrigação para que os animais façam suas necessidades fisiológicas fora de casa e pratiquem algum exercício físico. Quando moram em casa, nem se preocupam com o passeio, já que o cão tem o quintal para se exercitar.
  • Banhos são dados em casa, exceto no caso de algumas raças de pelo que exige maiores cuidados.

Algumas cidades dos Estados Unidos e de outros países mais desenvolvidos já até dispõem de legislação específica sobre este assunto. Pela lei, as pessoas são os “Guardiões” dos animais. O proprietário é o Estado, e não o indivíduo, e ele tem o poder de dizer quem vai cuidar do animal, como ele será cuidado, onde ele irá residir, quais os tratamentos médicos que vai ou não vai sofrer e como deverá ser alimentado. Se o indivíduo não cuidar bem do seu cachorro ele poderá ser resgatado pelo Estado e transferido para a guarda de outra pessoa ou para alguma organização especializada em cuidar de animais. Mesmo nestes casos, nada impede que as pessoas se sintam como “mães” dos seus cães.

Como você se interessou por este assunto, vale a pena você ler esta reportagem publicada pela Globo: Dono e cão têm conexão parecida com a de mãe de filho, diz estudo

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